Um avião militar russo Antonov An-22 caiu na região de Ivanovo em 9 de dezembro, resultando na morte de todos os tripulantes a bordo, segundo informações divulgadas após o acidente. A aeronave, com mais de cinco décadas de operação, teria sofrido uma falha técnica, apontada como a principal causa preliminar da queda.
Imagens do acidente circularam amplamente nas horas seguintes, mostrando o momento em que a aeronave perde altitude antes de atingir o solo. Autoridades russas confirmaram que o avião afundou após a queda, sem sobreviventes.
O An-22 envolvido no acidente tinha mais de 50 anos de serviço. O modelo, desenvolvido na era soviética, é um dos maiores aviões de transporte militar já construídos. De acordo com comunicações oficiais anteriores do Ministério da Defesa da Rússia, todas as aeronaves desse tipo teriam sido retiradas de operação em 2024, destinadas ao armazenamento ou ao desmonte para reaproveitamento de peças.
A presença do An-22 em voo levantou questionamentos, inclusive entre apoiadores do governo russo, sobre por que a aeronave ainda estava em operação. As autoridades não detalharam, até o momento, as circunstâncias que levaram à reativação do avião nem a natureza específica da missão que realizava no momento do acidente.
Este é o segundo grande desastre envolvendo a aviação de transporte militar na região de Ivanovo em pouco mais de um ano. Em maio de 2024, um avião Il-76 caiu na mesma área, provocando a morte de 15 pessoas. Ambos os modelos fazem parte de uma frota envelhecida, herdada do período soviético.
Os acidentes consecutivos reforçam preocupações sobre a continuidade do uso de aeronaves antigas, algumas retiradas da reserva ou mantidas em operação além de sua vida útil prevista. O Ministério da Defesa havia anunciado planos para a substituição gradual de equipamentos obsoletos, mas o acidente com o An-22 expôs, de forma concreta, como esse processo tem ocorrido na prática.

