Em ligação a Maduro, Trump diz para ele deixar a Venezuela e salvar a si e a família

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Foto: Ernesto Mastrascusa/EFE

O Presidente Trump ordenou o fechamento total do espaço aéreo ao redor da Venezuela e alertou que operações militares terrestres poderiam começar “muito em breve”, após o fracasso de uma negociação de alto nível que visava garantir o exílio seguro do Presidente Nicolás Maduro. O impasse diplomático, ocorrido durante um telefonema no final da semana de 16 de novembro, resultou na mobilização imediata de ativos navais dos EUA, incluindo o maior navio de guerra americano, o USS Gerald R. Ford, que agora se posiciona na costa sul-americana.

A ruptura nas negociações ocorreu após uma troca tensa entre os dois líderes, realizada poucos dias depois de Trump ter sinalizado abertura para dialogar. Segundo fontes familiarizadas com a chamada citadas pelo Miami Herald, as discussões sobre a rendição do líder venezuelano — cuja captura tem uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo Departamento de Estado — travaram diante das exigências de Caracas. Maduro teria solicitado anistia global para quaisquer crimes cometidos por ele e seu grupo, além da permissão para manter o controle sobre as forças armadas, citando como precedente a transição de poder na Nicarágua em 1991 com Violeta Chamorro. Em contrapartida, o regime permitiria eleições livres.

A resposta da Casa Branca foi descrita como direta e a proposta foi rejeitada. Segundo os relatórios, a administração Trump ofereceu apenas uma via: Maduro, sua esposa e seu filho teriam permissão para deixar a Venezuela com segurança e com suas vidas preservadas, mas a partida deveria ocorrer imediatamente. Com a rejeição da oferta e a recusa de Maduro em renunciar, as conversas foram encerradas abruptamente. A oferta de anistia também havia sido estendida aos principais aliados do líder venezuelano, conforme observado nos relatórios.

As consequências do fracasso diplomático foram imediatas e militares. No sábado, Trump utilizou as redes sociais para declarar que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade”, aumentando os temores de um conflito armado iminente no país de 28 milhões de habitantes. Além do porta-aviões da classe Ford, uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU) — capaz de realizar invasões anfíbias — está estacionada em águas próximas. A pressão aumentou com o aviso de Trump de que os EUA visariam redes de tráfico de drogas “por terra” em breve.

O governo de Maduro e seus aliados condenaram publicamente a movimentação, classificando-a como uma forma de agressão “colonial” americana e acusando a administração Trump de tentar utilizar força militar para se apoderar das vastas reservas de petróleo do país.

O aumento das tensões ocorre em meio a uma campanha marítima agressiva que os EUA conduzem desde setembro, visando supostas embarcações de drogas originárias da Venezuela e de outras nações latino-americanas. A administração realizou pelo menos 21 ataques fatais contra pequenas embarcações nesse período. As operações têm atraído escrutínio severo de críticos e especialistas em direitos humanos, particularmente após um bombardeio perto de Trinidad. O incidente, descrito como um ataque de “toque duplo” (double tap), supostamente matou sobreviventes sob ordens atribuídas ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth, para “matar todos” — uma acusação que o ex-colaborador da Fox News nega. O Congresso abriu inquéritos para investigar as alegações de execuções extrajudiciais.

Mágson Alves

Mágson Alves

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