EUA atacam instalações nucleares do Irã

O presidente Donald Trump anunciou no sábado à noite em sua rede social que os Estados Unidos bombardearam “com muito sucesso” três instalações nucleares iranianas – Fordow, Natanz e Esfahan – acrescentando que todos os aviões retornaram com segurança ao espaço aéreo amigo. Segundo Trump, “uma carga completa de BOMBAS” foi lançada em Fordow, que é considerado o principal alvo, e “Agora é hora da paz” após a ação. Autoridades do Pentágono confirmaram à imprensa que bombardeiros furtivos B-2 foram empregados na operaçãoEm entrevista à Fox News, Trump relatou que seis bombas do tipo “bunker-buster” (cerca de 13,6 toneladas cada) foram lançadas em Fordow, além de 30 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra os demais alvos nucleares.

Segundo a agência de notícias Tasnim, um porta-voz iraniano confirmou que “parte do local nuclear de Fordow” foi atingida pelos “ataques aéreos inimigos”. O Irã declarou que reagirá à entrada direta dos EUA no conflito, e a Guarda Revolucionária do país avisou que “agora entrou na guerra” (segundo imprensa estatal local). As autoridades iranianas informaram ainda que, desde o início dos bombardeios israelenses em 12 de junho, pelo menos 430 pessoas foram mortas e 3.500 feridas no Irã. Em Israel, autoridades reportam 24 civis mortos e mais de mil feridos pelos lançamentos de mísseis iranianos desde o início da escalada.

Equipamentos e consequências

  • Bombardeiros B-2 e armamento pesado: Os EUA deslocaram bombardeiros furtivos B-2 (baseados em Guam) para a região. Esses aviões lançaram seis bombas “bunker buster” GBU-57 em Fordow, projetadas para perfurar bunkers subterrâneos, e diversos mísseis de cruzeiro Tomahawk contra outras instalações nucleares.
  • Alcance e danos: Fordow, construída 80–90 metros sob uma montanha, é uma das instalações mais protegidas do programa iraniano. A extensão exata dos danos ainda não foi avaliada publicamente, mas relatos indicam que se ouviram várias explosões simultâneas em Fordow, Isfahan e Kashan após os ataques. As informações disponíveis apontam que o impacto pode ter deixado registros sismográficos e outras evidências de destruição – um ponto ressaltado por analistas militares que questionam até que ponto os bunkers foram efetivamente atingidos.

Reações Internacionais e Legais

  • Coordenação EUA-Israel: Segundo a emissora pública israelense Kan, Israel “esteve em total coordenação” com Washington na execução dos ataques. A Casa Branca informou que Trump havia avisado previamente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e conversou por telefone com ele após as operações. Netanyahu elogiou publicamente Trump, afirmando que a ação norte-americana “mudará a história” e fortalecerá a aliança entre EUA e Israel (declaração repercutida pela imprensa).
  • Posições de outros países: O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, condenou os ataques como uma tentativa de “sabotar” negociações nucleares em curso entre o Irã e os EUA, dizendo que a ação mostrou que Israel “não quer resolver as questões via diplomacia”. Na Austrália, políticos da oposição (partido Verde) classificaram a ação americana como “uma violação flagrante do direito internacional” e alertaram para o risco de escalada do conflito.
  • Debate legal nos EUA: No Congresso americano, alguns legisladores democratas e republicanos já vinham dizendo que Trump deveria obter autorização prévia do Legislativo para envolver tropas em novos combates no Oriente Médio. Desde a Constituição americana, só o Congresso pode declarar guerra, e figuras como o senador Bernie Sanders chegaram a afirmar que enviar forças sem aval do Legislativo seria inconstitucional. Especialistas em direito internacional lembram que, pelo Artigo 51 da Carta da ONU, o uso da força só se justifica como legítima defesa após um ataque armado, não em operações preventivas. O professor Donald Rothwell (Universidade Nacional Australiana) avaliou ao jornal The Guardian que, sem ameaça imediata do Irã, “é praticamente impossível” montar um argumento jurídico que justifique legalmente os ataques dos EUA. Ele alertou ainda que esse precedente pode encorajar outros países a justificarem agressões como suposta autodefesa preventiva.
  • Situação humanitária: O aumento das hostilidades já provoca apreensão internacional sobre consequências humanitárias. Organismos de direitos humanos e governos aliados pedem contenção. Por ora, não há relatos de vítimas americanas ou israelenses decorrentes diretamente dos ataques dos EUA ao Irã, mas o risco de retaliações vem sendo destacado por analistas. Em entrevistas, especialistas preveem que o Irã pode reagir atacando forças americanas na região ou fechando o Estreito de Ormuz, afetando o mercado global de petróleo.
Mágson Alves

Mágson Alves

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