Israel intensifica ataques em Teerã após troca de mísseis

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As sirenes cortaram o silêncio na manhã de domingo em Teerã, anunciando mais uma onda de bombardeios israelenses sobre a capital iraniana. Explosões foram ouvidas em diversos bairros, incluindo a área próxima ao depósito de petróleo de Shahran, que pegou fogo após o impacto de mísseis lançados pelas Forças de Defesa de Israel. Testemunhas relataram labaredas altas e nuvens de fumaça negra sobre a cidade, enquanto equipes de emergência corriam para conter o incêndio e prestar socorro aos feridos.

Segundo o governo iraniano, ao menos 138 civis morreram desde o início da ofensiva israelense na sexta‑feira, incluindo 60 vítimas apenas no sábado, quando um míssil atingiu um prédio residencial de 14 andares, derrubando-o sobre famílias que dormiamAutoridades locais afirmam que as operações visam “instalações de armas e complexos militares”, mas grande parte das vítimas registra ferimentos em áreas urbanas densamente povoadas.

Em resposta, o Ministério da Defesa de Israel emitiu avisos de evacuação para civis iranianos que vivem nas imediações de fábricas de armamento em Teerã. Em publicação na rede social X, o ministro Israel Katz alertou que “estas instalações serão atingidas repetidamente até que a capacidade de ataque do Irã seja neutralizada”. As mensagens, redigidas em persa e árabe, cobriram também centros de pesquisa e de produção de mísseis balísticos.

A escalada começou na sexta‑feira, após Teerã lançar uma barragem de mísseis contra cidades israelenses, que deixou ao menos 10 mortos e dezenas de feridos em Bat Yam e arredores de Tel Aviv. Israel respondeu horas depois com um ataque sem precedentes contra alvos nucleares e militares no próprio solo iraniano, alegando ação preventiva para impedir o desenvolvimento de armas atômicas.

No plano diplomático, os Estados Unidos mantêm-se cautelosos. O presidente Trump reafirmou o direito de Israel de se defender, mas pediu que Teerã se abstenha de atingir qualquer objetivo americano na região. Autoridades europeias, por sua vez, intensificam apelos pela retomada de negociações nucleares, alertando para os riscos de uma conflagração total no Oriente Médio.

Enquanto isso, a mente de civis em Teerã se volta para abrigos subterrâneos e rotas de fuga improvisadas. Com o espaço aéreo iraniano novamente fechado, a retórica bélica dos dois lados promete mais noites em claro para quem vive sob o eco de explosões — e uma região inteira acompanha, apreensiva, o desenrolar de um dos embates mais perigosos dos últimos anos.

Mágson Alves

Mágson Alves

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