Japão emite alerta de tsunami após novo sismo de magnitude 6,2

Abalo ocorreu um dia após sismo de magnitude 6,9 e acionou alerta preventivo de tsunami no nordeste do Japão
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O Japão voltou a ser sacudido por um forte tremor nesta segunda-feira (10), quando um sismo de magnitude 6,2 atingiu a costa da província de Iwate, no nordeste do país. O abalo levou as autoridades a emitirem um alerta de tsunami para a região, prevendo variações de maré de até 20 centímetros.

O terremoto ocorreu por volta das 5h (horário local), em uma área costeira onde a atividade sísmica é intensa devido ao encontro de grandes placas tectônicas. Apesar da força, o tremor foi classificado com intensidade máxima 3 na escala japonesa, que mede o impacto sentido pela população. Até o momento, não há registro de feridos ou danos significativos.

Segundo tremor em menos de 24 horas

O alerta desta segunda acontece um dia após um terremoto ainda mais forte atingir a mesma região. No domingo (9), um sismo inicialmente registrado com magnitude 6,6 foi revisado para 6,9 pelas autoridades. A sucessão de abalos aumentou a preocupação entre moradores e equipes de monitoramento, que mantêm vigilância constante na costa do Pacífico.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o alerta de tsunami serve como precaução para pequenas alterações no nível do mar. Ainda assim, a recomendação é de que embarcações evitem áreas próximas ao litoral até que o risco seja totalmente descartado.

Região está no “Cinturão de Fogo do Pacífico”

O Japão está situado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma zona onde várias placas tectônicas se encontram, tornando o país um dos mais suscetíveis a terremotos em todo o mundo. Por ano, são registrados milhares de tremores, muitos deles de baixa intensidade, mas alguns capazes de causar destruição.

A província de Iwate, em especial, é uma das áreas onde o risco sísmico é maior, por estar próxima ao ponto de subducção da placa do Pacífico sob a placa Norte-Americana. Foi nessa mesma região que o devastador terremoto de 2011 — que gerou um tsunami gigante e deixou mais de 18 mil mortos — teve seu epicentro.

Monitoramento contínuo e estado de alerta

As autoridades japonesas reforçaram que seguem monitorando a atividade sísmica na região e que novos tremores secundários podem ocorrer nas próximas horas. A população local foi orientada a acompanhar os comunicados da Defesa Civil e a evitar áreas costeiras enquanto durar o alerta.

Até o fechamento desta matéria, não havia relatos de interrupções em serviços essenciais, como energia, transporte ferroviário ou telecomunicações.

Mágson Alves

Mágson Alves

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