O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou nesta segunda-feira, 6 de janeiro de 2025, sua renúncia ao cargo e à liderança do Partido Liberal, após quase uma década no poder. A decisão ocorre em meio a uma queda significativa de popularidade e a pressões internas dentro de seu partido.
Em pronunciamento oficial, Trudeau declarou: “Pretendo renunciar como líder do partido e como primeiro-ministro, após a escolha de um novo líder pelo partido”.
Ele permanecerá no cargo até que seu sucessor seja selecionado, com a expectativa de que o Partido Liberal conduza um processo de liderança nacional nos próximos meses.
A renúncia de Trudeau ocorre em um momento de crescente descontentamento público e interno. Pesquisas recentes indicavam uma queda acentuada em sua aprovação, com a possibilidade de derrota para o Partido Conservador nas próximas eleições gerais, previstas para outubro deste ano. Além disso, a saída abrupta da ministra das Finanças, Chrystia Freeland, no mês passado, após divergências sobre propostas orçamentárias, intensificou a crise dentro do governo.
Durante seu mandato, iniciado em 2015, Trudeau implementou políticas progressistas, incluindo reformas na imigração e defesa da diversidade. No entanto, enfrentou críticas por não cumprir promessas, como a reforma eleitoral, e por sua gestão de crises econômicas e políticas.
O líder do Partido Conservador, Pierre Poilievre, já solicitou a convocação de eleições antecipadas, argumentando que o país necessita de uma nova direção imediata. Enquanto isso, o Parlamento canadense ficará suspenso até 24 de março, período durante o qual o Partido Liberal deverá escolher seu novo líder.
Entre os possíveis sucessores de Trudeau estão a ex-ministra Chrystia Freeland e o conselheiro econômico Mark Carney. A transição de liderança será crucial para determinar o futuro político do Canadá, especialmente com as eleições se aproximando e o cenário político em constante mudança.
A renúncia de Justin Trudeau marca o fim de uma era na política canadense, caracterizada por avanços em questões sociais, mas também por desafios significativos que culminaram em sua decisão de deixar o cargo.

